Samuel Sousa

Gutenberg



















A editora palavras icógnitas é uma editora que trabalha a publicação de livros estrangeiros tendo que traduzir todos os textos para a sua publicação.
Cada capa de cada livro possui uma ilustração icónica geral da trama ou pensada no seu ponto de partida. Esta ilustração está assente em papel kraft, a ideia era de que este papel ilustra-se o deserto e todas a terras quentes do oriente. Às capas adicionei um tracejado interrompido como que se o livro fosse algo exportado dado os três livros terem um carácter algo ligado ao oriente.
A ideia básica que tentei explorar na paginação foi a de tentar encaixar o texto com as mãos ao pegarem no livro e dar destaque à coluna central de texto narrativo.



Ilustrações:


Esta ilustração foi usada na capa. Serve de representação icónica de todo o enredo ou base do enredo. Refere-se ao homem de família que não tem horas para chegar a casa. Os ponteiros encontram-se embriagados sobre um copo de vinho em forma de seios simbolizando a vida boémia que este vive enquanto a sua mulher se encontra fechada em casa com medo que este a atraiçoe.


Esta ilustração é baseada no primeiro parágrafo da história. Representa a personagem que acorda todos os dias à meia noite com zelosa exactidão apenas impelida por um desejo que vela dentro de si.



Esta ilustração serve de base pare o cartaz. Ilustra a personagem feminina que se fecha no seu machrabiyya e explora o mundo através deste buraquinhos circulares. A passagem do castanho para azul tem duas explicações a primeira remete para a ideia de solidão, a segunda foi que esta cor foi pensada na tentativa do cartaz sobressair.



Para passar o tempo ela ganhara o hábito de passear pela casa com a sua criada observando cada recanto da casa ao pormenor. Devido a esta atitude decidi representar as personagens como miniaturas a casa seria assim um mundo enorme quando se tem este olhar pormenorizado. Representando, também, a ideia de que a personagem se sente pequena, insignificante, inútil... deixada de parte. Os olhares vermelhos no canto superior esquerdo são referências ao medo e aos “demónios” que sempre viveram consigo.


Esta ilustração refere-se aos serões do homem que se prolongavam na sua mente quendo chegava a casa e se deitava na cama. O copo de vinho que se entorna relembrando as gargalhadas, as risotas, as anedotas, as “luas” cheias que ecoam na sua mente.
A papel utilizado foi escolhido em função da cor de fundo de cada ilustração, ou seja, a cor que serviria de base para a ilustração viria a determinar a cor do papel. Esta atitude não correu bem devido que nas ilustrações de fundo preto seria utilizado cartolina que não tem consistência para uma pintura agradável.



Cartaz:


A segunda ilustração, que tinha sido pensada em prol do cartaz, encontra-se aqui, por um lado, para despertar curiosidade no leitor do cartaz pela personagem (olho) por entre o padrão, por outro, para transmitir que a personagem será por assim dizer “libertada” com o lançamento do livro.
A utilização das barras seria para a informação posterior do leitor que tivesse tido interesse.

(FBAUP 2009)

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